Gestante de 8 meses é morta a tiros; ex é suspeito
Segundo irmãos da vítima, ex-companheiro não se conformava com o fim do relação, ocorrido há cerca de um ano
Segundo irmãos da vítima, ex-companheiro não se conformava com o fim do relação, ocorrido há cerca de um ano
Por Visual News Noticias
Grávida de oito meses, Gabriele Rodrigues Dias, de 24 anos, foi morta a tiros no fim da tarde de segunda-feira (9), em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ela levou três tiros, um deles na cabeça. A família da vítima aponta o ex-companheiro dela, Renato Caldas Queiróz, de 40 anos, como o autor do crime.
Gabriele morreu no local e foi levada por vizinhos para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, onde os médicos ainda tentaram salvar o bebê. A vítima foi submetida a uma cesariana para a retirada da criança, que não resistiu.
Segundo irmãos dela, Renato não se conformava com o fim do relação, ocorrido há cerca de um ano. Os dois mantiveram um relacionamento conturbado que, entre idas e vindas, durou cerca de quatro anos.
Depois da última separação os dois chegaram a ser relacionar, por essa razão Gabriele, que descobriu a gestação tardiamente, não tinha certeza se o filho que esperava e ao qual daria o nome de Anthony, fosse do ex- companheiro ou de outro parceiro. Ela estava esperando a criança nascer para fazer o exame de DNA e esclarecer a paternidade.
Segundo Felipe Rodrigues de Oliveira Bento, de 31 anos, irmão da vítima, Gabriele foi chamada ao portão por Renato, por volta das 17h. Ao ser atendido, ele teria oferecido a ela uma rosa amarela e dito que a amava, para em seguida atirar, matando-a. O rapaz disse que a morte da irmã foi o segundo grande baque que a família sofreu em menos de um ano.
— Não tem nem oito meses que nós enterramos nossa mãe. Agora perdemos a irmã. O chão se abriu para a gente— lamentou o rapaz, que nesta tarde esteve no Instituto Médico Legal (IML), acompanhado da irmã Yasmim Rodrigues Dias, de 22 anos, para providenciar a liberação do corpo.
Yasmim morava com a irmã, mas no momento do crime estava num curso. As duas estudavam enfermagem, mas Gabriele não estava mais comparecendo às aulas por conta do avanço da gravidez. A jovem acredita que se estivesse em casa também teria morrido. Ela descreveu o ex-cunhado como uma pessoa violenta e agressiva.
— Na verdade, o relacionamento dos dois foi bom só nos primeiros três ou quatro meses. Depois virou abusivo possessivo. Ele não permitia que a minha irmã falasse sequer com os parentes, incluindo nós os irmãos — afirmou a jovem.
Tudo que a jovem mais quer agora é justiça:
— Espero que a justiça aconteça e ele vá para a cadeia. Não pode desfrutar a vida enquanto minha irmã perdeu a dela aos 24 anos.
A família ainda está definindo quando e onde será o sepultamento.
A Polícia Civil informou que um inquérito policial foi aberto pela Delegacia de Homicídios da Capital (DH/Capital) para apurar as circunstâncias do crime. Agentes realizaram perícia no local, na Rua Nova Canaã. As investigações estão em andamento em busca do suspeito.
Parentes e amigos de Gabriele publicam mensagens de despedida nas redes sociais, lamentando o episódio e cobrando justiça, para que o ex-namorado seja encontrado pelos policiais.
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